Seu Deserto


Quando se fala em desertos o que vem em nossas cabeças são as dificuldades do deserto, pois são muitas; a alta temperatura pelo dia, a baixa temperatura pela noite, a umidade relativa do ar, a falta de água, alimento e vegetação, dificuldades essas que faz do lugar um péssimo lugar para sobreviver. O deserto não é um lugar para viver, e os povos que ainda hoje vivem são nômades, que não ficam parado em um ponto, mas vivem atravessando o deserto carregando e armazenando alimento, bebida e o que precisam para viver.

Embora todas essas dificuldades o desertos muitas vezes é necessário para alguns, muitas vezes para chegar em determinado lugar precisa passar pelo deserto, e assim foi com o povo de Israel, depois que saiu da terra do Egito onde eram cativos, atravessaram o mar vermelho, passou pelo deserto para chegar em um determinado lugar, que no caso era a terra de Canaã, a terra prometida ao patriarca deste povo Abraão.

 Mas porquê Deus fez passar pelo deserto?O Deserto é preparação, o povo não estava preparado para entrar na terra prometida daquela forma, e permaneceu não estando preparado por quarenta anos, tempo esse que não foi pelo desejo de Deus mas pelo coração do povo que em muitas oportunidades esqueceu  do Deus que os libertou do cativeiro do Egito, povo que murmurou e que não soube receber a promessa de imediato, sendo na verdade aquela caminhada até a terra de Canaã poucos dias. Assim como é o povo de Israel, somos nós, temos as promessas sobre as nossas vidas, não é que Jesus vai nos dar, Ele já nos deu através do sacrifício da cruz, graças ao sacrifício, temos direito a saúde, prosperidades, a paz e toda sorte de bençãos sobre a nossas vidas, mas dentre as bençãos temos também direito a maior de todas que é a salvação. Mas para alcançar as bençãos temos que está preparados para receber, e isso não cabe a Deus e sim a nós mesmo. Vou dar um exemplo simples e claro: Há pessoas que não podem receber um pouco só de honra ou poder, seja ela no trabalho, na igreja ou onde convive que o ego e o orgulho crescem fazendo-o cair posteriormente.

 "A soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda"(Provérbios 16:18)

Assim como o povo de Israel muitas vezes murmuramos, O traímos, nos afastamos Dele, afastamento que não é necessariamente só físico, mas espiritual, pois há muitos dentro do templo mas distante da vontade de Deus. Na primeira oportunidade que os israelitas tiveram, quando Moisés subiu ao monte para pegar as tábuas da lei, na ausência dele fizeram um bezerro feito de ouro  e todos adoraram, nós em  determinadas situações colocamos outras coisas ou outros "deuses" em primeiro lugar em nossas vidas, assim nunca vamos chegar a nossas promessas.

O deserto não é fácil, mas é somente na dificuldade que reconhecemos que Deus é grande e pode todas as coisas, quanto tudo está aparentemente bem não lembramos de Deus, mas quando estamos com uma dificuldade que reconhecemos que nós pelas nossas forças não podemos, corremos para Deus, quando nossa vida financeira está péssima, nosso casamento está destruído, nossa família rachada, nossa saúde que só um milagre aí é que Deus é grandioso em nossa vidas. Mas isso é natural, Jesus veio exatamente para isso, por nós, mas quem já conhece a Deus e sua bondade, sua misericórdia e grandeza não precisamos passar por determinadas situações ruins, mas até quem já teve uma experiencia com Deus não busca a Deus quando tudo parece está bem. E quando tudo fica mal, não é culpa nem desejo de Deus, passamos colhendo o que plantamos.

E quando parece que a promessa chega nunca? ai temos que nos analisar, ainda algo em nós precisa ser preparado e capacitado, mas mesmo que a promessa não chegue Deus ainda é Deus em nossas vidas e opera grandes coisas que nós não enxergamos, os israelitas passaram quarenta anos no deserto, por muitas vezes murmuraram por não chegar logo, mas mesmo ainda não estando preparado para entrar em Canaã Deus nunca deixou de operar; por esse povo o mar vermelho se abriu, maná caia do céu todos os dias, uma nuvem pairava sempre sobre eles, isso quer dizer que não sofriam com a alta temperatura do deserto, a noite uma coluna de fogo permanecia no meio do arraial, a noite não sofriam com o frio, água que é raro no deserto nunca faltou ao povo, suas roupas nem calçados não envelheciam, e todas essas e outras grandes maravilhas o povo não conseguia enxergar. temos que ser mais grato a Deus, deixar de murmurar, e agradecer o que Ele já tem feito em nossas vidas, enxergar as grandes coisas que tem acontecido, talvez aquele familiar ainda não foi liberto, mas Deus já tem livrado ele até da morte por muitas vezes.
No desertos é difícil, mas lembre se Deus estiver conosco anda faltará, no deserto aprendemos tomar posse daquilo que Deus tem nos prometidos mas para isso precisamos está espiritualmente capacitado, e quando estamos em espirito passamos a viver o sobrenatural.

"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;"(Mateus 4:1-2)


Até Jesus passou pelo deserto, e Ele foi exatamente se preparar para seu ministério, depois que foi batizado nas águas por João Batista, o Espirito Santo o conduziu para o deserto, nessa situação apesar de Jesus ser Deus, não estava como Deus, era como qualquer homem e também passou pelo deserto, antes que operasse grandes maravilhas no seu ministério passou quarenta dias de preparação no deserto, ali o envolvimento com o espirito foi tão grande que viveu naquele lugar o sobrenatural, e quando vivemos o sobrenatural o inimigo fica furioso e nos tenta pois sabe que quando estamos vivendo no centro da vontade de Deus somos usados para tirar muitas almas de suas mãos, e ele foi tentar Jesus também, mas Jesus mesmo como homem estava cheio do Espirito de Deus e não se inclinou para os desejos carnais.

 No deserto estamos sendo capacitado, preparados, no deserto reconhecemos a grandeza de Deus, vimemos as maravilhas de Deus e passamos a viver o Sobrenatural. Está no deserto? é para sua preparação, é o caminho para tomar posse da sua benção, está difícil? lembre-se que Deus é por você!!


Reforma Protestante, As 95 teses

Nesta mesma data à 496 anos atrás Martinho Lutero, homem de forte influencia no clero do Catolicismo Romano pregava na porta do castelo de Wittenberg na Alemanha as 95 teses contra as indulgencias da Igreja Católica Apostólica Romana, ali se deu  o inicio á reforma protestante, em homenagem a esse dia Estou publicando essas 95 teses que mudaram a história da Europa  e que até hoje essas mudanças estão presentes no mundo inteiro.



1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2].
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3]
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4]
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5]
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.[7]
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma Basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos próprios fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

Como Provar a existência de Deus?



Acredito que todos passaram ou vão passar por isso, no ensino médio na primeira aula de filosofia o professor lhe pergunta "Deus existe? Prove!" como realmente provar, para aqueles que não querem acreditar? Não é fácil, numa ocasião como essa por mais argumentos que eu tente expor o professor terá outro porque ele é preparado para isso, talvez não porque ele necessariamente acredite nisso, mas por ser esse o papel dele enquanto a disciplina a ser ensinada.
   Para esse ou qualquer que diz acreditar na inexistência de Deus, não vou debater isso não vai me levar a fazer a pessoa acreditar pelos meus argumentos, mas sim pelas obras, testemunhos e frutos. Eu apresentar Deus é uma coisa, as pessoas verem Deus em minha vida é completamente diferente.

   Fisicamente, eu não posso vê-lo, toca-lo nem sentir o seu cheiro, mas posso senti-lo na minha vida, assim como posso sentir amor, saudades, ansiedade e como poderia também provar esses sentimentos?
   Sabe "professor(a)" conheço Deus, não de imagens, historias ou de ouvir falarem, mas conheço Deus porque ele sempre esta comigo, sinto, falo com ele, ele fala comigo, sinto seu abraço quando o procuro, sinto seu afago e sinto sua proteção. Não adianta provar pra você, só saberá quando sentir também.

   Agora eu quem faço um desafio: Sabendo você que uma fruta é doce como faria para me provar? Eu acredito e ai? Acredito que me daria para que eu provasse da fruta,pois por argumentos nunca iria provar esse fato, essa é a unica forma de eu saber ou acreditar que tal fruta é doce, caso contrario não me provaria,  da mesma forma é Deus, nunca saberá se não experimentar, experimente e saberá que Deus existe.

Três histórias, um destino

Obra literária do Miss R.R. Soares que foi adaptado ao cinema, estreará nas teças do Brasil 2 de novembro!
Te convido a assistir esse lindo trabalho, estou lendo o livro e é uma das melhoras obras que já li!  


Breve reflexão sobre o Brasil

Publicado por mim no grupo "Mesa Redonda" no FaceBook



Brasil um país extenso, área de 8.514.876,599 km² isso é muito grande, para ter uma ideia a Faixa de Gaza tem 360 km²(mais de 10 vezes menor que a área de Xique-Xique) a a anos povos estão guerreando por esse pequeno pedaço de terra. Temos uma terra fértil para vários tipos de agricultura, somos auto-suficiente em petróleo(sem avaliar o pré-sal), temos o que ainda resta de floresta no Mundo (Amazônia), estrategicamente localizado entre os trópicos, por isso não temos furações, e, no meio de uma placa tectônica, isso quer dizer, quase nenhum risco de terremoto.Temos o maior reservatório de Água doce do mundo, não temos vulcões ativos, e a não ser que alguém construa uma casa em barrancos, não se há desastres naturais...uma terra também rica em minério.
...e o nosso povo, se diz que é o povo mais feliz do mundo, receptíveis que batalha bastante.
Agora alguém pode me dizer por que um país desse, não é potencia econômica ou social?


Época de CETESB

Sabe quando você fala que há momento e pessoas que nunca vão esquecer,  não tenho nem muitas palavras para descrever esses momentos, foram tantas experiência o momento em que trabalhei na CETESB como aprendiz, e principalmente nas quintas que fazia-mos aula teórica no CAMP-Pinheiros com os aprendizes   de todos os departamentos, conheci pessoas como essas tão diferente uma da outra mais tão especiais! cada um tinha algo a ensinar, pois por incrível que pareça tinha muita gente inteligente.

 

Um dia importante


Amanhã é o tão esperados para alguns 07/10... o dia em que vamos as urnas eleger nossos governantes e representantes legisladores da esfera municipal. Quem tem mais dos 18 anos e quem não é idoso é obrigado a votar, o ideal seria que o voto fosse optativo, pois o ato de votar é exercer a cidadania, e não uma obrigação. Muitos não enxergam a importância desse ato, "o voto direto",  enquanto nós brasileiros só esnobamos esse direito há países que ainda lutam por esses direitos.


Há alguns anos atras brasileiros foram as ruas se manifestando por esse direito, sempre me deparo com alguém falando "Aquele ali é ladrão, o outro é corrupto e ninguém presta"...mas eles estão lá só porque querem?...não estão lá porque a maioria optou por aquele. Apesar de até eu achar que alguns não merecia está no cargo que está tenho que repeitar o direito da maioria que os elegeram isso é "democracia" o poder do povo, ou podemos dizer o poder da maioria. Pense, quem foi o vereador ou deputado que você votou na ultima eleição? muitos não sabem ou não lembram, como também não sabe porque de leis tão injustas, pois eles os legisladores que você ele para ser seu representantes é quem criam e aprovam leis.

Vamos lá Brasil, para cidades melhores, com transporte de qualidade, saúde, esporte e lazer, não faça da sua escolha algo insignificante, é a sua opinião, é o seu direito de se manifestar e escolher que vai governar, diz o ditado que "só damos valor quando perdemos" [ou quando não temos] quando o brasileiro não tinha brigou por esse direito, inclusive as mulheres, e agora que temos desvalorizamos...


Não desvalorize sua escolha! 

Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme. 
(Provérbios 29:2)